por-que-escrevo?

Por que escrevo?

Escrevo porque penso e gostaria que as minhas ideias fossem conhecidas pelos meus leitores. Sou um apaixonado pelo mundo, com tudo o que ele tem e o que não tem mais se diz que há nele. Apaixonar-se por algo implica em buscar conhecê-lo, dado que ninguém ama o que desconhece.

Aprendi a duvidar da certeza dos outros e aceitar que duvidem da minha, sabendo que o certo e o errado são relativos, e que a dúvida induz buscar-se o conhecimento com a investigação e a pesquisa pertinentes. A tolerância na convivência dos contrários é um permissivo aos caminhos do entendimento. Isso é democracia. A intolerância inibe a livre expressão do pensamento e, quando extremada, impõe riscos que tornam temerário expor-se a ela. Isso é tirania.

O extremismo dos contrários é perigoso, inibitório, mas não impede que a força das ideias manifeste sua expressão. Elas não se curvam a ameaças, tortura ou prisões. Narges Mohammadi, prêmio Nobel da paz, presa, torturada e condenada por sua luta em favor das mulheres que o diga.

Escrevi, inicialmente, sobre o conflito entre Hamas e o exército de Israel de forma simbólica, referindo a escorpião que atacou dragão dorminhoco produzindo-lhe ferimentos, e à reação desproporcional do dragão vomitando fogo e destruição sobre o território do inimigo que se tornou invisível, misturando-se à população ou abrigando-se em túneis por sob ela. Escusei-me de provocar os contrários dessa luta.

Mas entre minha segurança e o entendimento do que digo, escolho a segunda opção. Essa guerra em nada é convencional, porque envolve sectarismo terrorista de grupos extremistas políticos e religiosos que abalam a tranquilidade do mundo. Ao fazer civis, de nacionalidades várias, reféns, mantendo-os em lugares incertos e não sabidos, sem informar sobre seu estado de saúde, condições precárias mais do que as da guerra, ou ciência sobre se morreram ou vivem, exporta-se o terrorismo para além das áreas conflagradas.

O Brasil e outros países sofrem as consequências desse terror, com brasileiros mortos ou aprisionados, expostos a sofrimento físico e moral. O terrorismo ignora fronteiras, desrespeita nacionalidades, deve ser combatido em qualquer lugar que se manifeste, com tolerância zero. A polícia Federal brasileira partiu cedo e já investiga a ramificação do hezbollah em nosso país para atingir alvos israelitas com ações agressivas de antissemitismo. Prevenir não é demais, melhor do que remediar.

José de Siqueira Silva é Coronel da reserva da PMPE

Mestre em Direito pela UFPE e Professor de Direito Penal

Contato: jsiqueirajr@yahoo.com.br

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13/11/2023 às 12:48



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