A vereadora Rebecca Regnier apresentou à Secretaria Municipal de Saúde uma proposta estratégica para a descentralização da base operacional do SAMU em Jaboatão dos Guararapes. A iniciativa leva em consideração a grande extensão territorial do município e a concentração atual da base do serviço no bairro de Piedade, no litoral da cidade.
De acordo com a parlamentar, o modelo centralizado impõe um desafio operacional relevante: ambulâncias precisam percorrer longos trajetos para atender ocorrências nas regiões mais afastadas da base atual, especialmente nas Regionais 1, 2 e 3. Esse deslocamento prolongado pode comprometer o tempo de resposta em situações de urgência e emergência, fator decisivo para salvar vidas.
A proposta prevê a criação de uma nova base de operação do SAMU na Regional 1, com capacidade para atender de forma integrada as Regionais 1, 2 e 3. O objetivo é reduzir o tempo de deslocamento, aumentar a eficiência do atendimento pré-hospitalar e garantir maior equidade no acesso ao serviço em todo o território municipal.
Além da área da saúde, Rebecca Regnier também defende a ampliação da base da Patrulha Maria da Penha no município. Atualmente concentrada na região de Piedade, a estrutura operacional enfrenta desafios semelhantes de deslocamento quando acionada para ocorrências no Centro e em bairros mais internos da cidade.
A vereadora propõe além da extensão da base da Patrulha Maria da Penha para Jaboatão Centro, mais viaturas e equipes, permitindo resposta mais rápida aos casos de violência doméstica e fortalecendo a proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, o planejamento territorial das políticas públicas deve considerar não apenas a existência do serviço, mas sua capacidade real de chegar a quem precisa no tempo adequado.
“Jaboatão é uma cidade extensa, com realidades muito distintas entre o litoral e as outras áreas. Tanto na saúde quanto na proteção às mulheres, a descentralização é uma medida técnica e responsável. Não basta ter o serviço; ele precisa chegar rápido onde a urgência acontece”, afirma a parlamentar.
Rebecca destaca que as duas propostas dialogam com princípios de regionalização e eficiência administrativa, buscando alinhar crescimento urbano, mobilidade e capacidade de resposta do poder público.
As solicitações foram formalizadas junto aos órgãos competentes, que deverão avaliar a viabilidade técnica, logística e orçamentária das medidas. Para a vereadora, o debate precisa ser tratado como prioridade administrativa. “Cada minuto conta, seja em uma emergência médica ou em uma situação de violência. O planejamento precisa acompanhar o tamanho da cidade”, reforça.
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