O mercado de imóveis novos na Região Metropolitana do Recife e em Tamandaré apresentou forte aceleração em setembro de 2026, movimentando R$ 1,03 bilhão. O volume financeiro representa uma alta de 26,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mês, foram comercializadas 1.725 unidades residenciais, o que equivale a um crescimento anual de 43,4%. Os dados fazem parte do levantamento do Índice de Velocidade de Vendas (IVV), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) em parceria com a BCB Inteligência.
O IVV atingiu a marca de 9,6% em setembro, o que representa um avanço de um ponto percentual em relação ao mês de agosto, quando o indicador registrou 8,6%. Com o resultado, o setor contabiliza o terceiro mês consecutivo de expansão. O índice de setembro superou em 2,1 pontos percentuais a média mensal acumulada dos últimos 12 meses e ficou 1,7 ponto percentual acima do patamar apurado em setembro de 2025.
Em termos de volume financeiro, o Valor Geral de Vendas (VGV) das unidades negociadas teve uma elevação de 13,6% frente ao mês de agosto, período em que somou R$ 905,76 milhões. O desempenho de setembro superou em 44% a média mensal dos últimos 12 meses, estabelecendo o maior patamar mensal já registrado pela série histórica do relatório.
A oferta total de imóveis novos no mercado local alcancou 18.150 unidades no mês, registrando uma variação positiva de 0,1% ante o mês anterior. Com as vendas aquecidas, o estoque final recuou 1%, encerrando o período com 16.425 unidades disponíveis. Por sua vez, o volume de lançamentos somou 739 unidades, o que representa um recuo de 25,4% na comparação com agosto e uma desaceleração de 2,8% em relação a setembro do ano anterior.
Quanto ao perfil da oferta total, a grande maioria dos imóveis encontrava-se na planta, somando 11.889 unidades. Outras 4.761 unidades estavam com as obras em andamento, enquanto 1.500 unidades já constavam como concluídas e entregues. O Valor Global da Oferta (VGO) somado foi estimado em R$ 9,21 bilhões.
No recorte por perfil de financiamento, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) respondeu por 610 unidades comercializadas em setembro, o equivalente a 35,4% do total de imóveis vendidos. As demais modalidades de crédito imobiliário responderam pelas 1.115 unidades restantes. Em valores movimentados, o MCMV gerou R$ 168,63 milhões (16,4% do VGV total), ao passo que as outras linhas de financiamento somaram R$ 860,17 milhões (83,6% do montante global).
A pesquisa também apontou disparidade no ticket médio praticado entre os segmentos. O valor médio dos imóveis transacionados vinculados ao Minha Casa, Minha Vida ficou em torno de R$ 251 mil, enquanto nas demais modalidades de financiamento o preço médio atingiu R$ 701 mil.
No total, o levantamento da FIEPE e da BCB Inteligência abrangeu dados de 507 empreendimentos espalhados por 12 municípios, envolvendo 163 construtoras. Os números consolidados do mês de setembro sinalizam maior fluidez nas vendas e expansão do capital negociado, em meio a um cenário marcado por estabilidade no volume ofertado e queda nos estoques. Esse aquecimento traz reflexos positivos diretos sobre toda a cadeia produtiva da construção civil, impulsionando os setores industrial, de serviços e a geração de empregos na região, embora o ritmo futuro continue atrelado às condições de crédito, custo do financiamento, poder de compra das famílias e grau de confiança do mercado.
Fonte: JC
Hoje Pernambuco Notícias a toda hora!

