Prédio de 4 andares desaba no Brás e 35 pessoas conseguem escapar

Prédio de 4 andares desaba no Brás e 35 pessoas conseguem escapar

Um prédio de quatro andares desabou no fim da tarde de ontem, na altura do número 192 da Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. Equipes de resgate ainda faziam uma busca na área por volta de 21 horas, com o auxílio de cães farejadores, mas até aquele momento não havia registro de mortes. As causas do desabamento ainda devem ser esclarecidas.

De acordo com a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam dentro do imóvel, no qual funcionava uma loja de roupas, sendo que oito conseguiram sair antes da chegada da corporação. Os 27 que permaneceram foram resgatados – quatro desses foram encaminhados para a UPA da Mooca com ferimentos leves e quadro estável.

Imagens oferecidas pela Polícia Militar mostram os agentes da PM e do Corpo de Bombeiros atuando no resgate. O local ficou sob uma pilha de escombros, concreto quebrado e metal retorcido. Só a estrutura da fachada seguia de pé.

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Os bombeiros foram acionados por volta das 18h40. Em nota, a corporação informou que enviou 51 homens e 17 viaturas até o local. Os esforços ficaram concentrados em prestar atendimento e apoio às pessoas que conseguiram sair do imóvel e verificar se havia alguém sob os escombros.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) precisou bloquear a Rua Maria Joaquina, a Rua Xavantes com a Rua Mendes Jr. e a Rua Oriente com a Rua Xavantes. Trata-se de um dos principais centros de comércio popular da capital paulista.

TESTEMUNHA

Em entrevista à TV Globo, um homem que se identificou apenas como Felipe contou que estava no último andar do prédio no momento do desabamento. “Foi um susto tremendo. Quando eu deixei os tecidos lá em cima, começou a desmoronar. Como eu consegui sair? Sendo astuto. Se o cara não for mais louco que um louco no meio de tudo aquilo desmoronando em cima, o cara ia ficar por lá mesmo. Se eu não saio empurrando o que tá na minha frente, eu ia morrer lá.”

Por volta das 20 horas, o governo informou que cerca de 20 pessoas foram encontradas retidas em um cômodo cuja laje não foi atingida pelo desabamento. A princípio, elas não apresentavam ferimentos.

O local deve passar por perícia. Uma das hipóteses que eram levantadas ontem era de que o desabamento ocorreu no mezanino, de cerca de 900 metros quadrados, por causa do excesso de tecidos que eram estocados no local. A dona da loja, que auxiliou nas buscas, não comentou sobre irregularidades.

CASO ANTERIOR

Trata-se do segundo caso de desmoronamento com gravidade na capital em menos de 60 dias. Em 12 de setembro, seis pessoas morreram, incluindo uma criança, após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, na zona leste paulistana.

Um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora responsável pela construção do edifício foi preso temporariamente. Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra representantes da empresa, que chegou a ter seus empreendimentos bloqueados na cidade.

O engenheiro Fabio José de Oliveira, que vistoriou o prédio que desabou, identificou falhas graves e risco de colapso na construção, conforme depoimento prestado à Controladoria-Geral do Município de São Paulo (CGM) em 18 de setembro. A liberação da obra pela fiscalização municipal se tornou alvo de investigação.

Fonte: JC

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