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“Não há meio termo, ou é André ou PT na vaga”, dizem socialistas sobre o Senado

Ainda que o senador Humberto Costa tenha solicitado a não interferência da direção nacional do PT e tenha recebido aceno positivo, como a coluna antecipara, tanto do ex-presidente Lula como da presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, nas hostes socialistas, o sentimento é um só: “a decisão sobre a vaga do Senado vai se dar via Lula”.

O detalhe é que essa lógica não significa, na leitura que vem predominando no PSB, que o nome a ser indicado para concorrer à Casa Alta na chapa da Frente Popular será, necessariamente, do PT. No ninho socialista, se admite que o deputado federal André de Paula segue no páreo com chances significativas, inclusive, de receber um aval do ex-presidente da República.

A despeito da indefinição, no PSB, uma coisa é dada como certa: “não tem meio termo nesse cenário”. Leia-se: Ou o nome escolhido sairá do PT, ou a segunda e única hipótese, agora, considerada nas projeções socialistas para assumir a missão é André de Paula.

Motivo: Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, partido de André, tem trânsito livre com Lula e ainda há apostas no PT de que o partido poderia estar com o PT já no 1º turno. Essa hipótese interessa aos petistas e é, segundo fontes socialistas, uma variável nacional capaz de interferir no xadrez de Pernambuco.

Em outras palavras, em relação ao Senado, hoje, na Frente Popular o quadro é dado como “totalmente indefinido”, mas, havendo decisão, ela deve se resumir a essas alternativas. O PT tem quatro nomes ventilados: os deputados Carlos Veras, Marília Arraes e Teresa Leitão e o ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim.

O partido ainda entabula conversas para chegar a um denomidador comum. Do PCdoB, a vice-governadora Luciana Santos também tem nome no páreo. O PDT considera ter o deputado Wolney Queiroz no espaço. E, entre as alternativas do centro, figuram, além de André de Paula, Silvio Costa Filho, do Republicanos, e Eduardo da Fonte, do PP. Desde o início das articulações de sua aliança, Lula vem deixando claro que teria o PSB na vice, desde que não houvesse hipótese de agregar uma sigla de centro para ampliar o palanque.

E a sigla de centro que mais se aproxima de uma composição nacional, hoje, é o PSD. Kassab tem tido conversas reservadas frequentes com Lula, o que pode cacifar o nome de André de Paula para a corrida pela Casa Alta.

Via Lula


Quando, no PSB, se afirma que a decisão do Senado se dará “via Lula”, socialistas querem dizer é que o nome de Marília Arraes seria aceito apenas mediante imposição, mas observam não haver sinais, atualmente, de que isso possa ocorrer. Sobre André de Paula, em outras palavras, se detalha o seguinte: “Kassab pode convencer Lula a fazer esse gesto em Pernambuco, porque há interesse do PT no apoio do PSD nacionalmente”.

Tour > Pré-candidato a deputado estadual, Jarbas Filho se prepara para percorrer, durante a primeira semana de março, todo o sertão pernambucano. O roteiro inclui conversas com prefeitos e lideranças nos municípios para firmar alianças e discutir projetos que viabilizem o desenvolvimento da região.

Proteção de dados > “Partidos, candidatos e campanhas vão precisar estar estruturados para responder às demandas de titulares, estimulados ou não por seus concorrentes no pleito”, observa Alberto Borges, CEO da consultoria pernambucana Lumi Consult, sobre o uso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nas eleições de 2022. “Gestão e controle no tratamento de dados serão essenciais para garantir o cumprimento à lei durante a disputa”, destaca.

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Fonte: Folha PE
Autor: Renata Bezerra de Melo

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