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Garimpo ilegal em Roraima será investigado por grupo interministerial

Apontado como uma das principais causas da crise humanitária e de saúde enfrentada pelos indígenas Yanomami, em Roraima, o garimpo ilegal vai ser combatido por um grupo interministerial, do governo federal.

Foi criado um comitê para estudar, em até 60 dias, medidas contra a atuação de “organizações criminosas, inclusive com a exploração do garimpo em terras indígenas”. A portaria do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (30), cita “as práticas de crimes e as gravíssimas violações de direitos fundamentais ocasionadas em razão do garimpo ilegal em terras indígenas na região amazônica”. Destaca também a “desnutrição e fome que ocasionaram cerca de 570 mortes evitáveis de crianças indígenas Yanomami, nos últimos 4 anos”, segundo o documento.

Há pouco mais de uma semana, quando visitava a região de Boa Vista, o presidente Lula destacou que o combate a esse tipo de atividade ilegal vai ser uma das prioridades do governo. O garimpo ilegal gera contaminação da água dos rios e dos animais. A presença de garimpeiros também se mostra hostil para os Yanomami, que acabam sendo alvo de conflitos e de situações de violência.

Ainda nesta segunda-feira (30), o presidente Lula recebeu membros de diversos órgãos federais, como ministérios e a FUNAI, Fundação Nacional dos Povos Indígenas. No encontro, foram tratadas ações de combate ao garimpo e formas de impedir o acesso de pessoas não autorizadas às terras indígenas, como forma de proteger a população Yanomami.

Também foram debatidas formas de dar assistência nutricional e de saúde ao povo Yanomami, e garantir segurança para profissionais de saúde que trabalharem nas aldeias. O acesso à água potável por meio de poços artesianos ou cisternas e “medir a contaminação por mercúrio dos rios e nas pessoas” foi outro assunto debatido.

A reunião ocorreu no mesmo dia em que começou a funcionar em Boa Vista, o COE, Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Uma resposta à Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, declarada pelo Ministério da Saúde.

Administrado pela SESAI, Secretaria Especial de Saúde Indígena, junto com outras entidades, Centro vai coordenar medidas para sanar o problema humanitário e sanitário da população Yanomami.

Fonte: Agência Brasil

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