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Eduardo da Fonte: “O PP e o PROS vão caminhar juntos na decisão que tomar”

À frente do PP em Pernambuco, Eduardo da Fonte comanda um partido com 10 deputados na Assembleia Legislativa de Pernambuco, 20 prefeitos filiados e mais seis que marcham junto com seu conjunto no Estado. Ciente de sua dimensão, a legenda estuda, hoje, o caminho a ser adotado na corrida pelo Governo do Estado. E encontra-se no radar de dois pré-candidatos ao Palácio do Campo das Princesas: Marília Arraes e Danilo Cabral.

Ainda que integre a Frente Popular, um mal-estar interno, marcado por troca de farpas com o deputado federal Milton Coelho, gerou, na legenda, um ímpeto inicial de deixar as hostes governistas. A construção, no entanto, teria sido debreada nos últimos dias e alguns movimentos começaram a soar como sinais de que o PP fica na aliança comandada pelo governador Paulo Câmara.

Eduardo da Fonte tem evitado falar do assunto ou ser taxativo em relação a ele. O dirigente progressista minimiza a ida do prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Fábio Aragão, ao Palácio do Campo das Princesas, na última terça-feira (21), e a declaração de apoio dele ao pré-candidato a governador do PSB.

À coluna, Eduardo da Fonte pondera:

“A orientação do grupo político do PP aos prefeitos é procurar o Governo Federal e o Governo Estadual para que possamos levar recursos para melhorar a qualidade da vida das pessoas”.

Como a coluna registrara, Eduardo esteve com Fábio na última sexta-feira (17) na abertura do São João de Santa Cruz e, quatro dias depois, o gestor foi à mesa com o governador Paulo Câmara, com Danilo e com o deputado estadual Diogo Moraes, que também estava com Eduardo da Fonte no último sábado em Jataúba.

A movimentação foi lida, entre governistas, como um sinal de que o PP deve ficar na Frente Popular.

“Não tratei com nenhum prefeito do Estado de Pernambuco sobre apoio para candidato a Governo do Estado. Isso não é nossa pauta, nossa pauta é que nós temos de levar recursos para os municípios”, desconversa Eduardo da Fonte.

Antes disso, no entanto, nas coxias, já circulava que o PROS, partido comandado em Pernambuco pelo ex-deputado federal Bruno Rodrigues, poderia não permanecer no apoio a Marília Arraes, caso o PP decidisse mesmo marchar ao lado de Danilo Cabral. Se não crava qual será o rumo do PP, Eduardo da Fonte, assegura o seguinte: “O PP e o PROS vão caminhar juntos na decisão que tomar”.

Gêmeos siameses


Ao assegurar que o PP e o PROS caminharão juntos, Eduardo da Fonte anula uma hipótese que vinha sendo ventilada por aliados: a de o partido comandado por Bruno Rodrigues seguir com Marília Arraes enquanto o PP ficaria na Frente Popular. Bruno, coordenador da campanha de Marília, não participou, no último domingo (19), do anúncio de Sebastião Oliveira como vice dela.

Acesso… > Ex-secretário de Educação do Estado, Danilo Cabral lembra que, em gravação, o ex-ministro Milton Ribeiro, preso, nesta quarta (22), pela Polícia Federal em operação batizada de Acesso Pago, afirmou que recebia os pastores atendendo ordem direta do presidente Bolsonaro e que, diante da pressão da opinião pública, o presidente colocou sigilo de cem anos sobre as dezenas de reuniões que ele teve com esses pastores. 

…pago > O PSB, então, acionou o STF (ADPF 961) para que o sigilo seja quebrado. Via ofício ao STF, Danilo pede, agora, imediato julgamento da ADPF, que está com André Mendonça.

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Fonte: Folha PE
Autor: Renata Bezerra de Melo

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