Em busca do tricampeonato mundial, Argentina e França decidem a Copa do Mundo com os holofotes voltados, obviamente, para os principais astros das duas seleções: Lionel Messi e Kylian Mbappé. Entretanto, com a missão do título acima de qualquer desempenho individual, os camisas 10 estão tendo o privilégio de dividir as responsabilidades ofensivas com dois companheiros com faro de gols e que podem brilhar na decisão.
Com a volta de Benzema à seleção francesa nos últimos anos, havia a expectativa que o camisa 9 do Real Madrid pudesse ser o titular dos Bleus no Catar. Aliás, o atual bola de ouro seria dono da posição se não fosse uma lesão no quadríceps da coxa esquerda que o tirou dos gramados às vésperas da Copa. Assim, caiu no colo de Giroud mais uma oportunidade de ser o companheiro de Mbappé no ataque dos atuais campeões mundiais. E o atacante do Milan tem aproveitado bem a oportunidade.
Em 2018, Giroud foi titular de todos os sete jogos da França no Mundial da Rússia. No entanto, apesar de ser bastante aplicado taticamente, o centroavante sequer balançou as redes na campanha que coroou os europeus com a taça. Agora, no Catar, foi fundamental para que a equipe dirigida por Didier Deschamps pudesse chegar à decisão.
Dos 13 gols marcados pela seleção europeia, Giroud contribuiu com quatro tentos. Um a menos que Mbappé, que é o artilheiro do certame, ao lado de Messi, com cinco gols. Tal desempenho, fez o jogador de 36 anos se tornar o maior artilheiro da história da França, com 53 gols, ultrapassando Thierry Henry, que soma 51.
Quem também foi às redes em quatro ocasiões e vive fase exuberante no Oriente Médio é Julián Álvarez, em seu primeiro Mundial. O atacante, que estava atuando com a camisa do River Plate até o meio do ano, parece ter virado o parceiro ideal para Messi no ataque argentino. Atualmente defendendo as cores do Manchester City, de Guardiola, o jovem de 22 anos não era cotado para ser titular da Albiceleste no Mundial. Inclusive, na derrota para a Arábia Saudita e na vitória sobre o México, o dono da posição foi Lautaro Martínez, enquanto Álvarez foi acionado na etapa complementar nas duas ocasiões.
Mas, com o desempenho a desejar do atacante da Inter de Milão, coube a Scaloni lançar Álvarez na formação inicial perante a Polônia, no último e decisivo confronto da primeira fase. A aposta acabou surtindo efeito. O camisa 9 foi o autor do segundo gol da vitória por 2×0 e virou peça-chave no sistema argentino. No mata-mata, o atleta voltou a ser decisivo na classificação sobre a Austrália, nas oitavas, e, principalmente, contra a Croácia, na semifinal, quando foi responsável por dois gols.
Além da dupla, nomes como Griezmann, pelo lado francês, e De Paul, pelo argentino, são componentes que têm desequilibrado a favor de suas respectivas seleções no Catar. Principal nome dos Bleus em 2018, o atacante do Atlético de Madrid não balançou as redes na atual edição da Copa, mas tem sido essencial na transição entre a defesa e o ataque da França. Já o cabeça de área, que também defende a equipe espanhola, é o ‘segurança’ de Messi na competição e o sinônimo da raça argentina. Não à toa, é o principal ‘ladrão’ de bolas do torneio com 37 interceptações.
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Fonte: Folha PE