Caps infanto-juvenil do Jaboatão promove ressocialização de crianças e adolescentes com transtornos mentais

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A pandemia que assolou o mundo desde o ano passado prejudicou também a interação social de crianças, adolescentes e adultos. Diante desse cenário, pessoas com transtornos mentais graves e/ou persistentes, como autistas e aqueles que têm déficit cognitivo, foram ainda mais afetados. Para ajudar na ressocialização dos jovens atendidos pelo Caps Infanto-juvenil Padre Roma, a Secretaria Municipal de Saúde realizou, na manhã desta terça-feira (26), o primeiro evento presencial, para as crianças e adolescentes.

“O isolamento social foi complicado para nós, adultos, imagine para os menores. Nossa equipe multidisciplinar de saúde observou que algumas crianças começaram a apresentar sintomas depressivos, agressividade, ansiedade, entre outros. Observaram também que a interação social dessas crianças foi extremamente prejudicada pela pandemia. Algumas pessoas com Transtorno de Espectro Autista, por exemplo, já apresentam dificuldade de interação social, sintoma agravado pelo distanciamento. Conter a Covid-19 era essencial, mas, inevitavelmente, tivemos perdas no âmbito social. Nossa gestão se fez presente durante todo esse tempo no acompanhamento desse público. Agora, começamos um trabalho de ressocialização que é necessário”, comentou o prefeito Anderson Ferreira.

O primeiro momento de socialização proporcionado pelo CAPS infanto-juvenil desde o começo da pandemia, foi um evento em alusão ao dia das crianças. Na ocasião, os pequenos foram acompanhados por 15 profissionais de saúde do CAPS. Para facilitar esse primeiro contato, outras crianças foram convidadas para o evento, que contou com várias brincadeiras. “Quando crianças estão rodeadas de outras crianças, elas apuram a visão que têm do mundo e se desenvolvem de maneira mais saudável. Todas as nossas atividades presenciais durante o tempo de isolamento foram individuais e/ou familiares, então naturalmente houve uma perda nas habilidades sociais”, explicou  a coordenadora de Saúde Mental da Prefeitura do Jaboatão, Paula Pereira.

“Meu filho ficou inquieto. Todo dia era uma batalha interna. Em alguns momentos, ele ficava agressivo. É uma alegria pra mim poder vê-lo entre outras crianças, socializando e exercendo o papel de criança, coisa que parecia estar se perdendo durante o confinamento”, comentou Rosemary Sotero.

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