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Avenida Mascarenhas de Moraes ganhará ciclovia, novas calçadas e melhorias na drenagem

Prefeitura do Recife investirá mais de R$ 27 milhões na requalificação de um dos principais corredores viários da cidade (Foto: Divulgação)

A Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, um dos principais corredores viários do Recife, ganhará ciclovia, novas calçadas e melhorias na drenagem. O projeto de requalificação urbana da avenida será executado pela Prefeitura do Recife, que investirá mais de R$ 27 milhões no conjunto de intervenções, sob a responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura. O edital de licitação para a implantação da ciclovia e a melhoria nos passeios foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta terça (21), enquanto que o certame para a implantação da nova rede de drenagem foi iniciado em outubro.

Com a nova rota, o Recife passará a ter 191 quilômetros de malha cicloviária, sendo 184 quilômetros totalmente conectados.  Desde 2013, quando havia 24 quilômetros de vias cicláveis, o aumento foi de mais de 630%. A nova ciclovia será a segunda mais extensa do Recife, atrás apenas do trecho da orla de Boa Viagem e Pina, que tem 8 quilômetros. 

O investimento nas novas calçadas e na ciclovia está estimado em R$ 26 milhões e será executado pela Autarquia de Urbanização do Recife (URB). Prevista no Plano Diretor Cicloviário da Região Metropolitana do Recife (PDC), a ciclovia da Avenida Mascarenhas de Moraes vai começar na ponte do Motocolombó e seguirá nos dois sentidos até as proximidades da divisa com o município de Jaboatão dos Guararapes, com extensão total de 6,7 km. “A ciclovia será implantada ao longo do canteiro central, preservando a arborização existente e mantendo ao máximo a largura das faixas de rolamento e as travessias de pedestre atualmente em funcionamento”, afirma a secretária de Infraestrutura, Marília Dantas.

O traçado varia entre unidirecional e bidirecional, com largura de 1,00 m para cada sentido. A ciclovia se integra ao sistema de transporte público, atendendo aos terminais integrados Tancredo Neves e Aeroporto, além da Linha Sul do metrô. A proposta é, em conjunto com a ciclofaixa da Avenida Arquiteto Luiz Nunes, promover a conexão entre a região de Afogados e a Zona Sul (Ibura e Boa Viagem). Serão implantadas áreas de espera para os ciclistas, além de ilhas, refúgios e outros elementos de segurança viária.

Já o passeio da Mascarenhas será executado em piso intertravado, nos dois lados da avenida, com implantação de acessibilidade (rampas, piso tátil e direcional), dentro do Programa Calçada Legal. O trecho a ser requalificado também vai da Ponte do Motocolombó até perto da divisa com o município de Jaboatão dos Guararapes. As calçadas serão padronizadas, com nivelamento do piso e implantação de acessibilidade (rampas e piso tátil).

A vegetação ganhará reforço, com plantio de árvores e implantação de alegretes ao longo do corredor, para melhorar a condição climática nos trajetos de pedestres e ciclistas. A área terá também novo mobiliário urbano, incluindo bancos, floreiras, lixeiras, jarros e paraciclos. As calçadas serão readequadas também nos pontos de embarque e desembarque do transporte coletivo, com a recomposição, nivelamento e alargamento, além da implantação de novos abrigos com informações para os usuários. 

DRENAGEM – A Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) vai realizar a implantação de rede de drenagem pluvial na Avenida Mascarenhas de Moraes, no trecho compreendido entre o cruzamento com a Avenida Centenário Alberto Santos Dumont até a Praça Ministro Salgado Filho, nas proximidades do Aeroporto, no bairro do Ibura. O valor estimado da intervenção é de cerca de R$ 1,7 milhão.

“O projeto de implantação da drenagem contempla uma rede de 732 m, sendo 677 m representando a rede principal. A instalação será feita no passeio direito, sentido sul, da Av. Mascarenhas de Moraes, com tubulações que variam de 375 mm a 900 mm de diâmetro”, complementa Marília Dantas. Foram projetadas ainda 10 unidades de poços de visita, todos implantados na rede principal, e 35 unidades de caixas coletoras do tipo gaveta, o que vai melhorar o escoamento de água das chuvas na região.

OUTROS INVESTIMENTOS –  A requalificação da Avenida Mascarenhas de Moraes se soma a outros investimentos estruturadores já em andamento na região. A Prefeitura iniciou as obras da ponte Júlia Santiago, a maior construída no Recife nos últimos 40 anos (335 metros de comprimento), entre os bairros de Areias e Imbiribeira. A intervenção terá investimento de R$ 91 milhões e vai melhorar a mobilidade urbana na região, conectando mais rápido as avenidas Recife e Mascarenhas de Morais. A extensão total da obra será de 2,3 quilômetros, incluindo o alargamento das avenidas Tapajós e Engenheiro Alves de Souza.

Além disso, a Prefeitura está implantando um novo binário na Avenida Jean Emile Favre, no Ipsep. A construção faz parte de um grande pacote de requalificação urbana e melhorias da mobilidade em diversas ruas do bairro. Para realizar o reordenamento viário que vai conectar as avenidas Recife e Mascarenhas de Morais, estão sendo investidos R$ 36,3 milhões. As intervenções incluem também corredor exclusivo de ônibus, ciclofaixa, reformas nos passeios em concreto e piso intertravado com implantação de acessibilidade, arborização, melhorias nas redes de drenagem e remanejamento de rede de esgoto, bem como o embutimento da rede de telecomunicações e requalificação da rede de iluminação.

E a Bacia do Rio Tejipió, que tem impacto na Mascarenhas de Moraes, passará por grandes intervenções de macrodrenagem no âmbito do Promorar. Na semana passada, a Prefeitura do Recife realizou um “hackathon” com especialistas brasileiros e holandeses, que se debruçaram sobre o problema durante os últimos quatro dias e apontaram soluções estruturadoras para a cidade. Diques e reservatórios estão entre as técnicas que podem ajudar a conter o volume do rio e permitir o escoamento das águas.

Futuramente, intervenções de requalificação do eixo principal do Tejipió, alargamento, parques lineares, comportas e outros sistemas de controle da vazão serão discutidas com a sociedade civil e organizadas e implementadas pela Prefeitura do Recife. Viabilizado por meio de operação de crédito assinada junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o ProMorar vai investir R$ 2 bilhões para realizar intervenções estruturadoras em 40 comunidades vulneráveis.

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