A Universidade Federal de Pernambuco, que foi citada nacionalmente há poucos dias quando um dos seus principais laboratórios foi consumido pelo fogo, causando um prejuízo material de R$ 100 milhões e uma soma incalculável em termos científicos pois o fogo destruiu experimentos de pesquisas realizadas por professores e estudantes, voltou a frequentar o noticiário negativo esta sexta-feira quando o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) precisou ser interditado para combater uma infestação de pulgas.
O incêndio no laboratório científico, que chegou a ser atribuído a grupos radicais de direita mas não há qualquer comprovação sobre isso – a Polícia Federal está investigando o assunto – foi o terceiro na UFPE em poucos dias. O reitor Alfredo Gomes afirmou na época que os dois primeiros causaram poucos prejuízos e foram logo debelados. Disse que nesses dois ficou comprovado que decorreram de problemas de manutenção. O que pode ter sido também a causa do terceiro.
Os sinistros agora aumentados pelas pulgas demonstram que a mais antiga Universidade de Pernambuco e uma das mais respeitadas da América Latina precisa ser encarada com seriedade e que a luta ideológica nesses tempos de acirramento eleitoral mais prejudica do que ajuda a resolver a situação. Uma coisa, porém, salta aos olhos. Se a Universidade não tem recursos para manutenção e os incêndios têm sido causados por causa disso, o mesmo não se dá com o caso das pulgas.
Elas não aparecem de repente e se espalham por quatro andares sem que sejam notadas ou observadas, se não pelos diretores, mas pelos trabalhadores encarregados da limpeza e manutenção desses prédios. Se não há recursos uma simples vaquinha seria suficiente para combater essa praga em dois dias como está acontecendo agora. A reitoria alega ter recebido R$ 140 milhões este ano para custear os serviços essenciais dos campi do Recife, Vitória e Caruaru e seria necessário o dobro disso. Tudo bem mas as pulgas podem, se o problema for divulgado nacionalmente, causar mais danos à imagem da instituição do que o incêndio do laboratório. A UFPE não precisava passar por isso.
Podemos explica
O presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia, disse a este blog que o movimento de deputados estaduais em torno da composição da mesa diretora da Assembleia visa a busca de um entendimento para que os cargos sejam preenchidos pela base aliada da governadora através de uma discussão democrática. Afirmou que a iniciativa é coletiva e que foram convidados dois deputados do PSD e dois da Federação União Progressista as legendas que, ao lado do Podemos, têm as maiores bancadas. O Podemos tem 6 deputados, a Federação tem 8 e o PSD tem nove. Ele disse que não vai estar presente pois é presidente de partido “a ideia partiu dos deputados estaduais e eles é que vão conduzir”.
Em busca do TRE
Sem o apoio presencial do ex-prefeito João Campos que se encontra em Brasília e da governadora Raquel Lyra, senadores e deputados eleitos pelos partidos que apoiam o presidente Lula foram ao TRE esta sexta-feira em busca de apoio para reduzir o percentual de abstenção no estado no segundo turno. Querem que cartórios e juízes eleitorais assegurem transporte dos eleitores fiscalizando a oferta de transporte público gratuito. A preocupação maior é com o transporte no interior ou o intermunicipal que permita aos eleitores da Região Metropolitana que votam no interior opções gratuitas de deslocamento. Como em Pernambuco só haverá eleição para presidente há o temor de que a abstenção ao invés de reduzir aumente. Normalmente, prefeitos e deputados se encarregam de assegurar transporte mas os deputados já estão eleitos.
Pergunta que não quer calar
O TRE vai conseguir garantir transporte gratuito no dia 25 de outubro em todo o estado?
Fonte: JC
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