A definição das vagas ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) segue cercada de impasses. Em entrevista à coluna da jornalista Renata Bezerra, do Diário de Pernambuco, o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, voltou a defender que o deputado federal Eduardo da Fonte seja o candidato da federação União Progressista ao Senado, reforçando que não vê viabilidade para três candidaturas vinculadas ao mesmo projeto político.
Segundo Ciro Nogueira, uma composição com duas candidaturas ao Senado só seria possível caso os nomes escolhidos fossem Miguel Coelho e Eduardo da Fonte. Para o dirigente, a manutenção de um terceiro nome na disputa tornaria a estratégia eleitoral inviável.
“Só poderia haver duas candidaturas se fossem, os dois, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, candidatos únicos”, declarou.
O senador também mencionou os entraves envolvendo a composição da chapa, destacando que uma das vagas já estaria destinada ao deputado federal Túlio Gadêlha, o que, na sua avaliação, inviabilizaria a existência de três postulantes ao Senado.
“Como a candidata, a governadora Raquel Lyra, está insistindo no candidato (Túlio Gadêlha) já definido, não vejo como haver três candidaturas. Três candidaturas seria uma equação fadada à derrota”, afirmou.
Diante desse cenário, Ciro Nogueira sinalizou que, caso a posição da governadora seja mantida, a federação deverá sustentar apenas um nome para disputar o Senado.
“Se a governadora não abrir mão, o que podemos ter é um só candidato, que é Eduardo da Fonte”, disse.
Sobre o calendário das convenções partidárias, o presidente nacional do PP minimizou qualquer dificuldade pelo fato de a convenção da União Progressista ocorrer três dias após a convenção que deverá oficializar a candidatura de Raquel Lyra à reeleição. Segundo ele, a ata da convenção do PSD poderá permanecer em aberto para permitir o alinhamento entre as decisões das legendas.
Ciro Nogueira ressaltou ainda que a definição dependerá da convenção estadual da União Progressista e que as deliberações da federação precisarão ser compatíveis com as do PSD.
O senador afirmou também que já comunicou pessoalmente à governadora sua posição em defesa da candidatura de Eduardo da Fonte.
“Eu reafirmei, à Raquel Lyra, que nosso candidato é Eduardo da Fonte”, declarou.
A executiva estadual da União Progressista aprovou, por maioria, a indicação de Eduardo da Fonte como candidato ao Senado. Conforme destacou Ciro Nogueira, qualquer alteração nessa decisão dependerá da concordância das direções nacionais do PP e do União Brasil.
“O comando da federação no Estado é do deputado Eduardo da Fonte”, concluiu.
Com as convenções partidárias se aproximando, a definição da composição da chapa majoritária do grupo governista permanece em aberto, mantendo viva uma das principais novelas políticas do cenário pernambucano.
Hoje Pernambuco Notícias a toda hora!

