A Prefeitura do Recife iniciou a busca por novos patrocinadores para a Virada Recife 2027 após a divulgação da programação do evento. Nos últimos anos, casas de apostas online estiveram entre as empresas que financiaram a festa, mas a recente suspensão da atuação das plataformas no país alterou o cenário para esse tipo de parceria. A gestão municipal agora pretende atrair novos aportes para a realização do réveillon.
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), afirmou que o anúncio das atrações marca o início de uma nova busca de captação de recursos privados. Segundo ele, a expectativa é que os nomes confirmados para a programação facilitem as negociações com possíveis patrocinadores nos próximos meses.
“Esse momento de hoje é o momento em que a gente lança a programação. Isso faz com que a partir de agora seja feita uma nova rodada de captação dos patrocinadores. Naturalmente que, com atrações tão fortes, essa busca é facilitada. Então, os próximos meses servirão para entender quem vai poder fazer os patrocínios, quem vai aportar recursos, mas a gente garante que teremos um grande réveillon, que é isso que é importante para o cidadão”, declarou o gestor.
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Na edição de 2026, a Esportes da Sorte, uma das principais plataformas de apostas online do país, esteve como patrocinadora oficial da Virada do Recife. Com a restrição desse grupo de possíveis parceiros, se amplia a necessidade da prefeitura buscar empresas deoutros segmentos para captar recursos destinados à festa de fim de ano.
Suspensão das bets
O presidente Lula assinou, em 25 de setembro de 2026, uma Medida Provisória que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das chamadas bets em todo o território nacional. A medida abrange apostas esportivas e jogos online, tanto em ambientes físicos quanto virtuais, e também impede que as plataformas mantenham contratos de publicidade e patrocínio.
O texto estabeleceu um prazo para o encerramento das atividades das empresas. Desde a publicação da MP, ficou proibida a entrada de novos recursos nas contas das plataformas. Os sites e aplicativos deveriam ficar indisponíveis a partir de 6 de outubro, enquanto as autorizações existentes foram previstas para serem extintas em 25 de outubro.
A medida provisória tem força de lei, mas depende de análise do Congresso Nacional para se tornar definitiva. A proibição também afeta o financiamento de eventos por empresas de apostas, que nos últimos anos passaram a investir em publicidade e patrocínios esportivos e culturais.
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Fonte: JC
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