A classe residencial ampliou em 6,9% sua participação na potência instalada de energia solar por geração distribuída em Pernambuco em 2026, considerando a potência instalada entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
As residências passaram a responder por 81,25% dos 175.947,39 quilowatts (kW) de potência solar instalada no estado até agosto, com 142.949,09 kW. Considerando todas as classes de consumo — residencial, comercial, industrial, rural e serviço público —, a potência solar instalada alcançou 175.947,39 kW nos oito primeiros meses do ano.
Para Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, o avanço está relacionado à combinação entre a maior acessibilidade da tecnologia e a percepção dos consumidores sobre os benefícios do sistema.
“A energia solar deixou de ser vista apenas como uma alternativa tecnológica e passou a ser considerada por muitas famílias como uma forma de reduzir despesas recorrentes. A queda no custo dos equipamentos, o acesso ao financiamento e a possibilidade de gerar parte da própria energia contribuem para tornar esse investimento mais atrativo”, afirma.
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A predominância residencial também aparece na quantidade de centrais de geração distribuída. Até agosto, Pernambuco tinha 21.552 centrais na classe residencial, o equivalente a 92,49% das 23.303 unidades registradas no estado. O crescimento mostra que a expansão da energia solar não ocorre apenas pelo aumento da potência dos sistemas já instalados, mas também pela entrada de novos consumidores no mercado.
A expansão ocorre em diferentes regiões do estado. Entre os municípios pernambucanos, Petrolina lidera o ranking de potência instalada em 2026, com 22.696,95 kW. Em seguida aparecem Recife, com 14.010,30 kW; Caruaru, com 9.369,10 kW; Jaboatão dos Guararapes, com 6.160,85 kW; e Olinda, com 4.275,28 kW.
Para Artur, a ampliação da base de consumidores também tende a fortalecer o mercado de equipamentos e serviços relacionados à instalação e manutenção dos sistemas. “À medida que mais famílias adotam a geração solar, aumenta também a familiaridade da população com a tecnologia, o que reduz a percepção de complexidade da instalação e favorece novas adesões. É um processo em que a experiência de quem já utiliza o sistema passa a influenciar outros consumidores”, afirma.
Crédito para energia solar
A procura por financiamento também faz parte do mercado de geração própria. A carteira de crédito do Sicredi destinada à aquisição de sistemas de energia solar em Pernambuco alcançou R$ 42,6 milhões em agosto de 2026. A linha contempla consumidores residenciais e empresas que buscam instalar sistemas fotovoltaicos para reduzir os gastos com energia elétrica e ampliar a previsibilidade das despesas.
Segundo Artur da Silva Figueiredo, a decisão de investir em um sistema solar está cada vez mais relacionada à avaliação do custo da energia no longo prazo. “Quando o consumidor analisa o investimento, ele não considera apenas o valor de instalação do sistema, mas também a economia que poderá obter ao longo dos anos. O financiamento permite distribuir esse investimento no tempo e, dependendo do projeto, conciliar as parcelas com a redução esperada na conta de energia”, explica.
O especialista aponta que a escolha do sistema precisa levar em conta o perfil de consumo, o espaço disponível e a capacidade de geração necessária para cada imóvel. “É importante que o consumidor tenha orientação adequada desde a elaboração do projeto até a contratação do financiamento. Esse planejamento ajuda a garantir que o investimento seja compatível com a realidade financeira e com a necessidade de cada família ou negócio”, conclui Figueiredo.
Fonte: JC
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