O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais, nesta sexta-feira (30), para se manifestar pela primeira vez deste que chegou aos Estados Unidos. Através de uma live, o parlamentar se dirigiu aos seus eleitores para descredibilizar o resultado da eleição para presidente do Brasil – foi derrotado por Lula no segundo turno com uma diferença de 4,4 milhões de votos -, atacar o judiciário brasileiro e afirmou que “não saí o Brasil, eu saí pelo Brasil”, ao dizer que vai vai seguir liderando o núcleo bolsonarista, mesmo que à distância.
“Não foi fácil deixar o país, mas fiz isso para continuar, pelo menos, tendo uma voz ativa. Foi isso que passou pela minha cabeça. A parte jurídica, os advogados vão tomar as devidas providências, sabendo que está tudo dominado no Brasil. As instituições estão completamente aparelhadas”, atacou Flávio Bolsonaro. Muitos acompanharam como é que foi a minha saída, eu não digo que eu saí do Brasil, eu saí pelo Brasil. Eu sei que daqui eu vou continuar tendo uma voz mais ativa, vou poder continuar exercendo a minha liderança que eu devo aqui ao presidente Bolsonaro, que está impossibilitado de falar. Não consegue orientar pois ele está censurado, injustiçado”, complementou.
- Alcolumbre pauta votação da PEC da Segurança para terça-feira
- Trump não pretende apoiar declaração de Flávio Bolsonaro como líder do Brasil, aponta Reuters
Durante a transmissão, Flávio voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a entrega dos passaportes do senador após o resultado das eleições, por ser investigado por lavagem de dinheiro, juntamente com o advogado Willer Tomaz, seu amigo.
“Eu posso ser tudo menos burro. Eu soube fazer análise de cenário, entendi onde é que eles chegariam e rápido, mais rápido do que eu imaginava. Até que poucas horas após as eleições, o Alexandre Morais já forçou a mão para me ameaçar, tentar me intimidar com uma decisão completamente sem pé nem cabeça, sem ouvir a Procuradoria-Geral da República. Não que fosse mudar se ele tivesse ouvido, até porque ele apenas ganhou velocidade no que ele já queria fazer. Numa ação em que eu sou falsamente acusado de ter algum envolvimento com contas bancárias de um amigo meu, sendo que no próprio domingo das eleições, o Banco Santander tinha enviado um ofício dizendo que eu não tinha absolutamente nada a ver com aquela empresa, que eu nunca tive conta naquela empresa. E aquela história da senha master que eles inventaram tudo mentira”, argumentou Flávio Bolsonaro.
Congresso Nacional
Mesmo à distância, Flávio já começou a dar orientações para as próximas movimentações do Partido Liberal (PL). “A nossa trincheira neste momento será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal. E a pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal. Vamos cobrar dos senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho para a presidência do Senado. É a única forma da gente conseguir ter uma resistência para impedir ou retardar o grande caos que o atual presidente da República vai instalar no nosso país”, pontuou.
“Eu vou a partir de agora voltar a ficar ativo aqui nas redes sociais para trocar ideia com vocês, exercer essa liderança que vocês me deram e fazer o que tiver ao meu alcance para termos essa resistência no Congresso Nacional, principalmente com a eleição de Rogério Marinho à presidência do Senado. Quero pedir aos deputados e senadores que eu já vi que alguns estão aqui acompanhando a nossa live, que continuem fazendo a parte de vocês. Sem preocupação, sem medo e falem de verdade o que está no coração de vocês. A nossa missão é conscientizar cada vez mais os brasileiros sobre o que está acontecendo nesse país. E apesar de estarmos em tempos estranhos, diferentes, uma coisa não mudou, a força vem do povo, a força vem de vocês, a força vem da gente. E é isso que sempre vai ditar o rumo do nosso país, basta a gente não pode baixar a guarda”, disse Flávio Bolsonaro, buscando mobilizar os bolsonaristas.
Fonte: JC
Hoje Pernambuco Notícias a toda hora!

