O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou hoje seu último ato de campanha, em São Paulo. Ele desfilou em um carro aberto ao lado do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), por pouco mais de duas horas pela Avenida Paulista.
Antes do ato, o presidente falou com a imprensa e voltou a atacar o seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), associando-o à milícia criticando e o que considera ser políticas de “retrocesso” para o País. Lula também destacou que, em virtude da maciça participação popular em atos de rua, o atual pleito só tinha similaridade com a corrida presidencial de 1989. Na ocasião, Lula foi ao segundo turno, mas perdeu para o então governador de Alagoas Fernando Collor.
“Nesse segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político. É uma coisa de pessoas que se preocupam com o País, de pessoas que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto”, afirmou.
Apesar de boa parte das pesquisas de intenção de voto colocar Lula atrás ou em situação de empate técnico com Flávio, o petista disse que confiava na vitória.
O carro em que Lula desfilou deixou a Avenida Paulista na altura da esquina com a Alameda Campinas pouco depois das 16h. No meio do trajeto, Lula resolveu deixar o veículo em que estava por causa da dificuldade de avançar pela avenida, em virtude da grande concentração de apoiadores. Quebrando o protocolo previsto, Lula subiu ao trio elétrico que era destinado à imprensa, por onde ele seguiu até o final do ato, próximo ao cruzamento da Paulista com a Avenida da Consolação.
Todos os 14 quarteirões da Avenida Paulista, desde as imediações da estação Brigadeiro do metrô, estavam tomados por apoiadores. Nas redes sociais, a conta do petista no X publicou fotos do ato afirmando que a manifestação contou com “mais de 2 milhões” de pessoas. Pouco antes de trocar o veículo, Lula discursou brevemente e disse que era a maior manifestação da história da Avenida Paulista.
Além de Alckmin, Lula estava acompanhado de sua esposa, Rosângela Silva, a Janja e dos ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, além de lideranças regionais ligadas ao PT.
Rio de Janeiro
O presidente chegou por volta das 11h à orla da praia de Copacabana para a primeira agenda de campanha de ontem. Ao falar com a imprensa antes do início da caminhada, Lula fez críticas ao nível do debate proposto por seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e reiterou a confiança em uma virada na votação.
“A grande lição que 2026 deixa é que, sem o povo, não se ganham as eleições. O povo quer mudança e não quer retroceder, mas a sociedade precisa se convencer de que não pode eleger um miliciano”, disse. “Essa campanha foi com o adversário de mais baixo nível que eu já fiz. Ele Flávio é uma mentira”, afirmou a jornalistas antes do início da caminhada, que reuniu apoiadores a partir da Avenida Atlântica, no Posto 5.
Lula chegou ao evento uma hora após o horário previsto da mobilização, acompanhado do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante; de Guilherme Boulos; do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD); e de Eduardo Paes, que concorreu ao governo do Rio e perdeu no primeiro turno para Douglas Ruas (PL), apoiado por Flávio.
Lula reforçou a mensagem de que, ao assumir seu terceiro mandato, “encontrou o país destruído”, o que exigiu esforços e tempo para que, agora, o Brasil possa “ter uma proposta de futuro”.
Na mesma ocasião, Lula criticou o nível do debate proposto por seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e reiterou a confiança na virada na votação de domingo, 25.
“A grande lição que 2026 deixa é que sem povo não se ganha as eleições. O povo quer mudança e não quer retroceder, mas a sociedade precisa se convencer que não pode eleger um miliciano”, disse. “Essa campanha foi com o adversário de mais baixo nível que eu já fiz. Ele Flávio é uma mentira”, afirmou.
Fonte: JC
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