A "Tropa de Flávio" e o "Exército de Lula" são duas farsas que sequestram o debate sobre temas importantes

A “Tropa de Flávio” e o “Exército de Lula” são duas farsas que sequestram o debate sobre temas importantes

E SE DER EMPATE?
Não está com a gota serena que isso ocorra, mas é possível. Caso haja empate no próximo domingo – 50% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro (PL) e 50% dos votos válidos para Lula da Silva (PT) – o petista sagra-se presidente da República. Lula tem 80 anos; Flávio Bolsonaro, 45.
– “Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.” É o que preconiza o artigo 77, § 5º, da Constituição Federal.

ARRAES E AS PESQUISAS
O ex-governador e ex-deputado Miguel Arraes (1916-2005) dizia, quando raramente queria ser entendido, que tinha “certas desconfianças” das pesquisas. Em 1998, ele convenceu o recém-eleito senador paraense Ademir Andrade (PSB) a coletar assinaturas para a criação da CPI dos Institutos de Pesquisa, destinada a “analisar discrepâncias nos dados colhidos em relação ao resultado das urnas daquele ano”. A comissão foi encerrada sem conclusões.

JANONES, O DISSIMULADO
Ao anunciar que “Agora o velhinho vai estar aqui com o celularzinho na mão”, o deputado André Janones (Rede Sustentabilidade-MG) afirmou que Lula já estava usando o celular presenteado pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles. Não fosse por um pequeno, digamos, deslize de sua Excelência.

SAMSUNG OU IPHONE?
Presente antecipado para o aniversariante, Lula comemora a data em 27 de outubro, embora dona Lindu tenha registrado seu rebento como tendo nascido em 6 de outubro de 1945. Mas, vamos lá: Rafael Fonteles deu a Lula um Samsung. Na foto que Janones publicou, o candidato está com um iPhone. Até nisso!

MEDIDAS PROTETIVAS
Vivi para ver a militância feminina do PT teleguiada por Janones. Em 2024, a Justiça de Minas Gerais concedeu “medidas protetivas de urgência”, com base na Lei Maria da Penha, em favor de Leandra Guedes, que manteve um relacionamento duradouro com o deputado. Embora o processo tramite em segredo de Justiça, foi possível concluir que, entre as ameaças, Janones disse que divulgaria imagens íntimas do casal.

PACHECO TEM PRESSA
Caso Lula derrote Flávio no domingo, na segunda-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vai cobrar a fatura. Alcolumbre atravessa a praça dos Três Poderes e vai ao Palácio do Planalto cumprimentar o recém-reeleito e pedir a Lula a imediata nomeação de Rodrigo Pacheco para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

E HOJE?
Atualmente, Pacheco é ministro do Tribunal de Contas da União. Lula ainda ensaiou reeditar a indicação do advogado pernambucano Jorge Messias, mas Alcolumbre mostrou que o advogado-geral da União “é militante demais para o cargo”.

DOMINUS VOBISCUM
O episcopado católico despertou: a CNBB descobriu que o Brasil “necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade”.

SEGREDO DE CONFESSIONÁRIO
A não ser que os bispos tenham ouvido um passarinho cantar, é de causar estranheza que suas eminências reafirmem o “respeito aos resultados legítimos das urnas”.

VAI FICAR LACRADO
O ministro do TSE André Mendonça se negou a divulgar os sigilos dos candidatos à Presidência.
— O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor, afirmou.

AS BENESSES DE ALCOLUMBRE
Não há outro adjetivo: é um absurdo a decisão de Alcolumbre de espetar no lombo do contribuinte a conta do plano de saúde do Senado, que, a partir de agora, vai atender a ex-senadores e familiares.

PENSE NISSO!
Se os candidatos deixassem de lado os números, as estratégias, a marquetagem fuleira e recorressem ao capítulo 1º, versículo 9, do livro do Eclesiastes, estancariam, ainda que temporariamente, a hipocrisia: “não há nada novo debaixo do sol”.

Na linguagem popular, senhores candidatos, tanto a “Tropa de Flávio”, comandada por Pablo Marçal, como o “Exército de Lula”, garroteado por Janones, cada uma dessas camarilhas está sequestrando o debate e aniquilando espaços para discussões de propostas.

Essa guerra de sigilos é um truque rasteiro da “marquetagem” eleitoral. É um “algoritmo” raso das redes sociais que tomaram conta da política, e eles fazem isso – Flávio e Lula – por absoluto desprezo pelo cidadão, para não discutirem o país que Lula afundou e que Flávio não mostrou capacidade para reconstruir.

Pense nisso!

Fonte: JC

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