Um ano sem respostas: família de Esther ainda espera justiça pela morte da menina

Um ano sem respostas: família de Esther ainda espera justiça pela morte da menina

Nesta quarta-feira (21), completa-se um ano que a pequena Esther Isabelly Pereira da Silva, de 4 anos, foi encontrada morta dentro de uma cacimba. A menina desapareceu na tarde do dia 19 de outubro de 2025, enquanto brincava em um campo perto de casa, no bairro do Pixete, em São Lourenço da Mata.

O caso levou à denúncia de três pessoas pelo Ministério Público. Fernando Santos de Brito, que morava no imóvel, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver e segue preso. As outras duas pessoas, Uilma Ferreira dos Santos (ex-companheira de Fernando), e Fabiano Rodrigues de Lima, que se relacionava com Fernando, foram indiciados pelos crimes de fraude processual e ocultação de cadáver e respondem em liberdade.

Um ano sem a filha

A TV Jornal, que acompanhou o caso desde o sumiço da menina, retornou ao município para conversar com a família, que ainda busca por justiça pela vida da filha que se foi. Fernanda Pereira, a mãe, afirma que ainda tenta compreender o que motivou o crime e que essa falta de explicações torna tudo ainda mais difícil de assimilar.

“Eu quero justiça, que ele seja condenado. Eu queria entender porque ele fez isso. Todo dia eu faço essa pergunta mil vezes: ‘porquê ele fez isso com ela?'”, disse. Ao falar sobre Esther, Fernanda recorda os gestos de carinho que faziam parte da rotina das duas. A menina costumava repetir que amava a mãe e demonstrava afeto com beijos e carícias no rosto.

“Ela sempre me acordava dizendo ‘mãe, eu te amo’. Não passava nem meia hora, e ela dizia de novo ‘mãe, eu te amo’ e eu respondia ‘também te amo, minha filha’. Ela me dava beijo, pegava no meu rosto, fazia carinho”. A responsabilização dos acusados é uma das expectativas da família.

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Perícia reuniu vestígios para investigar o crime

A investigação analisou materiais encontrados no imóvel e buscou identificar possíveis tentativas de alterar a cena do crime. Entre os itens submetidos à perícia estavam um canudo e preservativos encontrados no local, além de produtos de limpeza.

Segundo a delegada Juliana Bernart, responsável pela conclusão do inquérito, esses produtos teriam sido utilizados em uma tentativa de fraude processual. A suspeita é que Uilma e Fabiano teriam ajudado Fernando a limpar a residência após o crime, além de ajudar na ocultação do cadáver.

A investigação apontou Fernando como responsável pelo homicídio e pela ocultação do cadáver. Ele foi indiciado e denunciado por homicídio qualificado por meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

O que fizeram com Esther?

Mesmo com as perícias e a conclusão do inquérito, a dinâmica exata do que aconteceu com Esther não foi totalmente esclarecida. Ainda durante as buscas, familiares de Esther entraram na residência procurando pela menina, mas Fernando não permitiu que um dos quartos fosse acessado. O espaço tinha uma cortina vermelha e uma geladeira diante da entrada.

Fernando nunca confessou o crime e é o único dos três denunciados que permanece preso. Fabiano e Wilma respondem ao processo em liberdade, submetidos a medidas cautelares. O caso tramita em segredo de Justiça e está na fase de alegações finais, quando acusação e defesa se manifestam por escrito. Após essa etapa, a Justiça deverá decidir se os acusados serão pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri.

A advogada Carolina Aguiar, que acompanha o caso, afirmou esperar que a acusação contra Fernando seja acolhida e que Fabiano e Uilma também sejam responsabilizados. “O direito penal é claro, todo aquele que contribui direto ou indiretamente para a prática deletiva, para o resultado deletivo, e nesse caso aqui, a morte de Esther, deve responder criminalmente”, declarou.

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Fonte: JC

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