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RAQUEL DIZ “NÃO” A LULA EM PERNAMBUCO E FRUSTRA ELEITOR “LUQUEL”

Governadora decide não apoiar Lula no segundo turno e deixa sem o apoio esperado parte do eleitorado lulista que votou por sua reeleição

A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e, na prática, não subir no palanque do presidente em busca da reeleição.

Raquel confirmou que foi procurada por aliados dos dois candidatos após o primeiro turno, mas afirmou que continuará com a postura de neutralidade adotada durante a campanha estadual.

A decisão pode frustrar principalmente um personagem que ganhou até apelido durante a campanha pernambucana: o eleitor “Luquel” — aquele que votou em Lula para presidente e Raquel Lyra para governadora. Agora, no segundo turno presidencial, Lula terá que buscar seus votos em Pernambuco sem o apoio da governadora reeleita.

E quem ganha um respiro político com essa decisão é Flávio Bolsonaro.

Isso porque Pernambuco continua sendo um território eleitoral amplamente favorável a Lula — o petista obteve 63,45% dos votos válidos no estado no primeiro turno, contra 31,03% de Flávio. Mesmo assim, deixar de ter a governadora reeleita pedindo votos para Lula evita que Flávio enfrente uma frente política ainda mais ampla contra sua candidatura no estado. 

Do lado de Raquel, a decisão também preserva sua relação com uma parcela importante da base política e eleitoral ligada à direita. A governadora recebeu apoio expressivo de setores bolsonaristas em Pernambuco durante sua disputa pela reeleição. 

E é justamente aí que entra a matemática política.

Ao não escolher Lula, Raquel evita romper com qualquer um dos dois campos antes de saber quem comandará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos.

Enquanto isso, Lula e Flávio Bolsonaro seguem para o confronto decisivo nas urnas.

E os eleitores que apostaram na dobradinha informal Lula + Raquel, os chamados “Luquel”, terão que assistir ao segundo turno sem ouvir da governadora um pedido de voto no presidente.

Em tempo: Se arrependimento matasse, como estariam os “Luquel” hoje?

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