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Roberta Arraes comunica “suposta agressão” sofrida em agenda e Raquel Lyra segue para gravar vídeo com “suposto agressor” “sem ela saber”

Eleições comendo no centro e um episódio ocorrido em Araripina, nesta sexta-feira (25), colocou aliados da governadora Raquel Lyra no centro de uma confusão que agora deverá ser esclarecida pelas autoridades.

A ex-deputada estadual e candidata Roberta Arraes (PP) acusou o ex-prefeito de Araripina e candidato a deputado estadual Raimundo Pimentel (PSD) de agressão durante uma agenda no Hospital do Câncer do Sertão do Araripe. Após o episódio, Roberta registrou boletim de ocorrência e informou que pretende solicitar medida protetiva. Raimundo Pimentel nega que tenha ocorrido agressão ou qualquer contato físico. (Blog do Magno⁠)

Mas um dos pontos que mais chamou atenção nos bastidores políticos foi o que aconteceu imediatamente depois.

Um vídeo divulgado pela imprensa mostra Roberta procurando a governadora Raquel Lyra para comunicar o ocorrido. “Eu vou pedir licença e vou me ausentar porque eu fui agredida por ele”, afirmou Roberta. Raquel chegou a perguntar quem seria o agressor e, na sequência, Raimundo Pimentel contestou a acusação. (Diario de Pernambuco⁠)

Mesmo depois de ser informada pessoalmente sobre a denúncia feita por uma aliada, Raquel Lyra manteve normalmente sua programação de campanha, inclusive ao lado de Raimundo Pimentel. O ex-prefeito é marido da deputada estadual Socorro Pimentel (PSD), líder do governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco. (Diario de Pernambuco⁠)

Se houve ou não agressão, caberá às autoridades competentes apurar. Existem duas versões sobre o episódio e é necessário preservar o direito de defesa de todos os envolvidos. Roberta afirma ter sido vítima de violência política de gênero; Raimundo Pimentel nega a agressão e sustenta que não houve contato físico. (Blog do Magno⁠)

A questão política que ficou, porém, é outra: qual deveria ter sido a postura da governadora diante da denúncia feita ali, na sua frente, por uma aliada?

Na hora da fragilidade e da “agonia”, esperava-se, no mínimo, algum tipo de suporte ou uma orientação para que Roberta recebesse o atendimento e o acompanhamento necessários. O fato de a governadora ter seguido normalmente sua agenda depois de tomar conhecimento da acusação passou a alimentar críticas e comentários nos bastidores da política pernambucana.

Roberta deixou a programação e procurou as autoridades. A governadora, por sua vez, continuou sua agenda eleitoral. Raimundo Pimentel permaneceu entre os aliados presentes na programação. (Diario de Pernambuco⁠)

Até então, o que também chamou atenção foi a ausência de uma manifestação pública de solidariedade da governadora a Roberta diante da denúncia. Enquanto o episódio repercutia politicamente, Raquel mantinha nas redes sociais e no debate eleitoral outras pautas, entre elas sua ofensiva contra as casas de apostas, as chamadas bets. (JC⁠)

No fim das contas, além da investigação sobre o que efetivamente aconteceu entre Roberta Arraes e Raimundo Pimentel, ficou uma pergunta política no ar:

Raquel não deu importância ao relato feito por sua aliada e simplesmente continuou a agenda sem compreender naquele momento a dimensão do que Roberta estava denunciando.

A resposta sobre a suposta agressão deverá vir da apuração das autoridades. Já a explicação sobre a postura adotada durante e depois do episódio cabe à própria governadora.

Se Raquel fez ou não algum posicionamento, “fez sem ela saber”.

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