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Curta-metragem filmado em Santo Amaro fala sobre memória e ancestralidade

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Audiovisual | Lei Aldir Blanc

Roteirizado e dirigido pelo jovem cineasta Felipe dos Santos, o curta-metragem “Quintal Verde” começou a ser escrito no ano passado, ainda no início da pandemia, cujo contexto do isolamento social e suas consequências para a pessoa idosa acabaram servindo para tirar do papel uma ideia que começou a ser pensada no ano de 2017.  Tendo como ponto de partida a relação de sua avó, Severina Angélica dos Santos (Bia), com seu quintal e das intensificações da solidão na terceira idade pela pandemia, o filme busca acessar lugares de afeto, memória familiar e ancestralidade.  A iniciativa conta com os recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco.

“Esse projeto parte de um desejo meu por refletir, investigar e discutir, através do audiovisual, sobre a relação sociedade-ambiente na periferia. Santo Amaro é o meu lugar de análise, um bairro extremamente desarborizado mas que a presença do verde, da “natureza”, está nos quintais, espaços gestados sobretudo por mãos femininas. Além de buscar lançar um olhar sobre a ancestralidade indígena presente nas periferias urbanas das grandes metrópoles brasileiras, como é o caso da cidade do Recife. Valorizar práticas, saberes e conhecimentos”, conta Felipe.

Já a protagonista do curta, dona Bia, fala sobre como foi participar da produção: “Eu não esperava que meu neto ia fazer isso, nem que as pessoas iriam dar tanto valor às minhas plantas. Achei muito bom o nome “Quintal Verde” e não esperava ver minhas plantas terminar em um filme”, diz ela, que é também avó do realizador.

O filme encontra-se em fase de pós-produção e ficará hospedado no canal do YouTube da produtora Entre Olho (youtube.com/entreolhos). Para saber mais sobre o curta-metragem, acesse os perfis no Instagram: @luz.lipe e @entre.olhos.

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