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Bruno Schwambach deixa governo Paulo Câmara e abre vaga para Geraldo Júlio na pasta

Por Renata B. de Melo/Folha Política

A saída iminente de Bruno Schwambach da Secretaria de Desenvolvimento Econômico já é dada como certa no Governo do Estado. Nas coxias, se fala que há dois projetos no radar dele: fazer um curso no exterior e retomar atuação na iniciativa privada. A movimentação de Schwambach deixará vaga uma pasta que tem sob seu guarda-chuva o Complexo de Suape, o Porto do Recife, a AD Diper e a Copergás.

Governistas costumam lembrar que, mesmo em cenário de crise, a Secretaria de Desenvolvimento tem lastro para captar investimentos, configurando-se em espaço cujo risco de desgaste para o titular é baixo. Nessa perspectiva, é que o nome do prefeito Geraldo Julio passou a figurar como sucessor de Schwambach em conversas reservadas. No desenho de hoje, no Palácio das Princesas, a referida pasta aparece como destino certo de Geraldo. O gestor, no entanto, não deve emendar a saída da Prefeitura com a atribuição na gestão Paulo Câmara.

Entre pessoas próximas, circula que haverá período de férias no intervalo. Há algum tempo, a previsão para Geraldo, nome do PSB para concorrer ao Governo do Estado em 2022, já era de que ele passasse a integrar a administração estadual, num espaço que servisse de vitrine para o projeto majoritário que se avizinha.

Nos últimos dias, o caminho foi sendo sedimentado na direção da pasta de Desenvolvimento. A formalização pode ficar para janeiro. O governador Paulo Câmara já declarou que pode adentrar pelo próximo mês com a arrumação no seu secretariado.

Não descarta que leve um tempo maior do que o estipulado para a diagramação da equipe de João Campos. O governador falou do seu “prazo elástico” durante a inauguração das novas instalações da Folha de Pernambuco no último dia 24. Na ocasião, realçou “ter muita gratidão, amizade” por Geraldo, registrou que trabalham juntos há mais de 20 anos e afirmou, sobre o futuro do correligionário, que “com certeza, será a favor do Estado”.

Indagado, Schwambach admite ter “projetos pessoais” não necessariamente para agora. E pondera: “Não tenho serviço público como projeto de vida. Há muita movimentação acontecendo e estou à disposição do governador, seja para ficar, para sair ou para continuar”.

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