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SIMPLIFICANDO A ADMINISTRAÇÃO – 28

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade maleu lapa-el – Dando sequência ao tema Planejamento fale-me das “Cinco forças de Porter”.

Papa – Desde o final da década de 1970 até os dias atuais o modelo das “Cinco Forças de Porter” inserido em artigos publicados pelo professor Michael Eugene Porter na revista Harvard Business Review em 1979 é visitado pelos envolvidos nos processos de planejamento.

Este modelo deu ao seu criador uma visibilidade grandiosa. Um evento sobre planejamento nas grandes corporações sem a presença de Porter nas últimas décadas do século passado era fato descartado. A resposta de tal aceitação, sob meu ponto de vista, é que nas cinco forças estão variáveis presentes na esmagadora maioria das organizações.

Eis as cinco forças: Poder de negociação dos fornecedores; Ameaças de produtos substitutos; Poder de negociação dos clientes; Ameaça de entrada de novos concorrentes e Rivalidade entre os concorrentes. Precisamos entender que o modelo proposto deve ser aplicado para corretamente analisarmos o ambiente competitivo, para gerarmos massa crítica capaz de nos fortalecer perante a concorrência e criarmos alternativas para evitar a substituição dos nossos produtos ou serviços e contarmos com carteiras de clientes fiéis.

O mundo ideal: Muitos fornecedores, produtos e serviços únicos, poucos concorrentes e robusta carteira de clientes e usuários. O mundo real: poucos fornecedores, desenvolvimento permanente de produtos e serviços em substituição aos nossos, entrada ininterrupta de concorrentes e restrita carteira de clientes e usuários.

Quem utiliza as “Cinco forças de Porter” na forma correta desenvolvem mecanismos para não ficar refém de fornecedores, clientes e usuários; cria métodos para neutralizar as ações da concorrência e protege seus produtos e serviços, tornando-os únicos.

A leitura superficial do cenário, quanto ao número de fornecedores; a preocupação exagerada com os concorrentes; a falta de conhecimento dos anseios de clientes e usuários e a baixa ênfase na avaliação dos produtos e serviços são erros cometidos por muitos ao planejar.

Encontrar um negócio que não tenha fornecedores, clientes, produtos e concorrentes é missão impossível, o modelo alcança todos. Alguns julgam que seus negócios não dependem de tais variáveis e continuam dependentes de fornecedores, clientes e usuários; são triturados pela concorrência e assistem passivamente a substituição dos seus produtos e serviços.

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