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Se o PT não entregar cargos nas gestões do PSB, Marília terá dificuldade de legitimação

Sérgio Bernardo/JC Imagem

Por Igor Maciel/JC

Marília Arraes (PT) busca firmar-se como oposição ao PSB. Quando alguém diz que sua candidatura é uma extensão da do PSB, lembra que há gente na oposição que deixou de ser aliado dos socialistas há muito menos tempo que ela. O argumento é justo.

Marília brigou com o PSB numa época em que Eduardo Campos era governador e ninguém, do mesmo palanque, ousava contrariá-lo. Figuras  que, hoje, lideram a oposição em Pernambuco, só se afastaram do PSB após a morte do ex-governador. É o caso de Fernando Bezerra Coelho (MDB).

Marília viveu de um lado e depois do outro, enquanto o primo ainda governava o Estado.

Mas o problema não é Marília, o problema é o PT. Ela diz que não cabe a ela decidir se o PT vai entregar os cargos que têm nas gestões do PSB. Também é verdade, não cabe.

Mas, sem isso, as críticas à candidatura dela, sobre ser uma linha auxiliar do PSB e sobre os dois partidos, PT e PSB, ocuparem a prefeitura por mais de 20 anos, fazendo disputas eleitorais fabricadas, serão mais consistentes e difíceis de rebater.

O senador Humberto Costa (PT) que tem poder para isso e foi quem negociou os cargos com os socialistas, poderia fazer jus ao dinheiro público que vai ser investido na campanha de Marília, através do fundo eleitoral, para dar legitimidade à disputa. Ao invés de deixar o dinheiro ser gasto, enquanto atrapalha a campanha, tentando minar a credibilidade da colega de sigla.

Bastaria entregar os cargos.

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