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“Regularização fundiária será importante para preservação”, afirma ministra da Agricultura

Tereza Cristina se reuniu com representantes de fundos de investimentos estrangeiros para falar sobre a Amazônia

Publicado em

09/07/2020 16h37

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, participou, nesta quinta-feira (9), de uma reunião com representantes de fundos de investimentos estrangeiros para falar sobre a Amazônia. De acordo com a ministra, a reunião serviu para esclarecer aos investidores de que o projeto de lei que trata da regularização fundiária (PL 2.633), que tramita no Congresso Nacional, será importante para a preservação ambiental da Amazônia. Segundo ela, houve uma distorção sobre os efeitos da medida, que causou preocupações relacionadas ao desmatamento na região.

“Eles queriam saber se realmente tem chance de que, se esse projeto for aprovado, aumentaria desmatamento na Amazônia. Muito pelo contrário, deixamos claro que isso vai dar um nome, aquelas terras terão donos. Então, eles passarão a estar dentro da legislação brasileira. Vão ter o título, e portanto terão que cumprir as regras ambientais do governo. Com isso, acreditamos que teremos um controle maior daquela região”, disse.

Além da ministra, participaram da reunião o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, os ministros Braga Netto (Casa Civil), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fabio Faria (Comunicações), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A ministra também explicou que a proposta não retirou nenhuma determinação da legislação vigente. “Vamos modernizar o sistema para poder fazer essa regularização através de ferramentas modernas, como sensoriamento remoto. Podemos ganhar tempo fazendo isso com maior agilidade para que realmente se efetive essa regularização tão importante, não só para a Amazônia mas para o Brasil todo”.

Exportações da Agricultura

Durante a reunião, o governo brasileiro também deixou claro que a agricultura de exportação brasileira não é feita na Amazônia e nem precisa avançar sobre essas terras. São áreas que não contam com infraestrutura de transporte e cujos solos não são adequados ao plantio. Hoje, o bioma amazônico responde por apenas 2% da produção agrícola e 14% da pecuária.

O vice-presidente Hamilton Mourão aproveitou a reunião para esclarecer as dúvidas dos investidores e reafirmar o compromisso do País em combater o desmatamento ilegal e promover atividades econômicas sustentáveis na região. Segundo Mourão, o crescimento do Brasil no setor agropecuário pode gerar pressões externas para o país.

“Não há dúvidas de que seremos em breve a maior potência agrícola do mundo. E é óbvio que aqueles que serão incomodados pelo avanço da produção brasileira buscarão de alguma forma impedir que essa produção evolua como vem ocorrendo. Então, vamos sofrer pressões. E uma dessas pressões é dizer que o Brasil está destruindo a Amazônia para produzir alimentos, o que não é uma verdade”, explicou Mourão. 

Com informações do Mapa

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