projeto-do-governo-federal-para-liberar-cruzeiros-em-noronha-preocupa-joao-paulo

Projeto do Governo Federal para liberar cruzeiros em Noronha preocupa João Paulo

IMPACTO – Parlamentar também é contra criação de zona franca no Arquipélago do Marajó. Foto: Roberto Soares

O deputado {dep: 364606(João Paulo)} (PCdoB) reagiu às propostas do Governo Federal de criar uma zona franca no Arquipélago do Marajó, no Pará, e de liberar a entrada de cruzeiros marítimos no Distrito Estadual de Fernando de Noronha, em Pernambuco. “A união dos pernambucanos e dos brasileiros preocupados com o meio ambiente, para evitar o furor devastador do presidente Jair Bolsonaro, é urgente e necessária”, disse, na Reunião Plenária desta quinta (5).

A possível chegada de navios de grande porte a Noronha causa preocupação ao comunista, assim como outras medidas em estudo para o arquipélago pernambucano. Entre elas, a liberação de voos noturnos e da pesca de sardinha e a instalação de grandes empreendimentos imobiliários e hoteleiros. O parlamentar, que enfatizou o posicionamento contrário do secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti, irá propor a realização de uma audiência pública pela {com: 17228(Comissão de Meio Ambiente)} da Alepe sobre o tema.

A proposta de liberação dos cruzeiros foi feita depois que o senador Flávio Bolsonaro e o presidente da Embratur, Gilson Machado, visitaram a ilha. “A ideia de transformar Fernando de Noronha em uma nova Cancún, o superlotado balneário mexicano, vem sendo alinhada nos gabinetes de Brasília. O projeto é lastimável. O arquipélago é um dos ecossistemas mais sensíveis em termos de biodiversidade do País e hoje é administrado com o devido rigor ambiental pelo Governo do Estado”, assinalou João Paulo.

Ele criticou, ainda, a possibilidade de isenções fiscais para atrair investimentos privados a Marajó. Disse que a Zona Franca de Manaus não obtém bons resultados econômicos. Segundo o parlamentar, o plano irá levar à “devastação da maior ilha fluviomarinha do mundo”, banhada pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins.

João Paulo apontou, também, a responsabilidade do Governo Bolsonaro no desmatamento da Amazônia, na liberação de agrotóxicos, no desmonte dos órgãos de preservação ambiental, na exploração de terras indígenas por garimpos e madeireiros e no derramamento de óleo na costa do Nordeste.

Compartilhe
%d blogueiros gostam disto: