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Pacientes com coronavírus mudam rotina de hospital no Recife

É pelo vidro que a família dos dois idosos de Pernambuco com o coronavírus confirmado os acompanha durante o tratamento realizado no Real Hospital Português, localizado no Paissandu, área central do Recife. O homem com 71 anos; a mulher, 66. Os dois estavam ontem à tarde em duas unidades semi-intensivas no 5º andar do prédio RHC, segundo informações apuradas pela reportagem do Diario.
O isolamento e a proibição de visitas é uma precaução para evitar o contágio. No início da noite, internou-se na ala da UTI do Complexo João de Deus um canadense de 78 anos que desembarcou de um navio no Porto do Recife com sintomas semelhantes aos do coronavírus. O hospital reforçou o envio dos protocolos para a equipe adotar dentro e fora dos respectivos leitos. E ainda durante a triagem de pacientes da emergência que relatem sintomas respiratórios e suspeitem do Codiv-19. A oficialização dos primeiros do estado foi feita ontem pela Secretaria de Saúde de Pernambuco.
Para leitos e equipamentos usados para os pacientes com coronavírus confirmados, a desinfecção é feita a cada 12 horas. O transporte do paciente para outros setores só é autorizado se for “estritamente necessário”. Ainda assim, todos os profissionais usam máscaras cirúrgicas, óculos de proteção, aventais descartáveis e luvas. As máscaras N95 (mais potentes, adotadas apenas para procedimento com aerossóis, aspiração de vias aéreas e entubação), são descartadas em saco identificados.
O Hospital Português dividiu em quatro os tipos de pacientes a serem atendidos. A ala 1 é para pacientes com maior gravidade, conduzidos a isolamento respiratório e que ficam em UTIs do complexo Hospitalar Egas Moniz. O isolamento tem um diferencial na estrutura: um exaustor que regula a pressão do ar e reduz chances de contaminação. Ele é usado também para pacientes com tuberculose e herpes zoster – reação à catapora que ocasiona bolhas na pele. A ala 2 é destinada a pacientes estáveis com necessidade de leitos, que são dirigidos ao 5º andar do prédio RHC. A 3 é para pacientes estáveis sem necessidade de leito em UTI, para os quais há até então dois leitos foram separados no 5º andar do Egas; e a 4, pacientes que não têm indicação de internamento e seguem para isolamento domiciliar.
O clima no Português, na tarde dessa quinta-feira (12), era de grande curiosidade com relação aos pacientes com Covid-19 e à chegada do canadense. Pelos corredores, surgiam tensões pontuais: foi o caso de grávidas e de profissionais idosos. Que tratamento devem receber dentro do quadro funcional?
O hospital criou orientações para a equipe, desde a triagem da emergência. Confira no infográfico abaixo.
Foto: Arte/DP
Fonte: Diário de Pernambuco
Foto Capa: Peu Ricardo/DP.)
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