Estudar a reencarnação ajuda a entender o sofrimento, afirma pesquisador Pernambucano em palestra no Japão

“O conhecimento sobre a reencarnação ajudam as pessoas a entenderem porque elas sofrem e faz com que aceitem o sofrimento como consequência de seus atos no passado”. A afirmação é do parapsicólogo e pesquisador espírita Guilherme Velho, que deu uma palestra sobre o tema neste sábado (26) em Toki (Gifu).


Ele prossegue: “Assim você se torna juiz e réu de suas ações. Se sabe que irá voltar para cá um dia, vai tratar melhor as pessoas e cuidar melhor deste mundo, para quando for voltar novamente”, acrescentou.


Guilherme disse em sua palestra que o termo reencarnação só foi criado no século 19. Antes disso, as civilizações antigas chamavam de transmigração da alma ou vidas sucessivas, como foi o caso dos hindus. A ideia também havia sido expressada por Lao Tse, no século 7, na China, através do livro Tao Te King.


O palestrante mencionou várias fontes onde é citada a ideia da reencarnação, como o budismo. O japonês Masaharu Taniguchi (fundador da Seicho-No-Ie), conforme Guilherme, também menciona o assunto em seus livros. “E na Bíblia cristã encontrei mais de 30 passagens que indicam a ideia da reencarnação”, comentou.


Com o tempo, o estudo do tema passou das religiões para as mãos de cientistas. Um deles foi o médico francês Albert de Rochas, que utilizava a hipnose para ajudar seus pacientes a superarem seus traumas de origem desconhecida.


Outros cientistas se destacaram, mas foi o americano Morris Netherton quem cunhou o termo Terapia de Vidas Passadas, em 1967, atendendo pessoas através de hipnose, mas conscientes.


Helen Wambach, também dos Estados Unidos, fez um levantamento meticuloso nas sessões de regressão com seus pacientes. “Quando a pessoa dizia que estava em certo período da nossa história, ela perguntava detalhes como tipo de roupa que usava, dinheiro, cidades, lugares. Então ela pesquisava para confirmar”, disse o pesquisador.


A reencarnação, conforme Guilherme, já foi questionada por um grupo que defendia ser na verdade memória genética. Diante disso, Helen decidiu ir para a África onde fez regressão com pessoas que jamais haviam saído do continente. “Ela se deparou com casos de pessoas que retornavam a uma vida passada na Alemanha, por exemplo, e começavam a falar alemão em dialeto bem antigo”, citou.


O parapsicólogo brasileiro citou ainda vários casos, mas um dos mais clássicos é o do americano James Houston Júnior, reencarnado como James Leininger.


Quando se chamava James Houston Júnior em outra vida, ele foi um piloto de guerra que teve seu avião derrubado pelos japoneses em Iwo Jima na Segunda Guerra Mundial, no dia 3 de março de 1945. Na época tinha apenas 21 anos de idade.


Nesta vida, James Leininger, então com 2 anos de idade, começou a manifestar grande tendência por aviões. E tinha pesadelos nos quais dizia para sua mãe que estava em uma avião em chamas, do qual não podia sair.


Os pais de James começaram a pesquisar os nomes fornecidos pelo filho e passaram a contar com a ajuda de um terapeuta chamado Carol Bowman, que fez sessões com o pequeno James.


O mais interessante é que os pais conheceram um militar veterano, que confirmou ter conhecido James Houston Júnior. Um dia a família de James recebeu uma carta escrita pela irmã de James Houston, Ann Barron, também atestando a história contada pelo menino.


“A reencarnação é evidenciada hoje como uma lei da natureza, e fora as religiões, está envolvida em estudos também nas áreas de biologia, psicologia, física quântica”, finaliza Guilherme.


Guilherme esteve proferindo palestra no Centro de Convenções em Toki no Japão, evento que teve tradução simultânea para o grande público Japonês presente. Veio a convite do Templo Espírita Cristão, de Toki, com o apoio do Grupo de Estudos Espírita Amigos da Luz, de Suzuka (Mie), também realizou palestra na universidade internacional de Suzuka. Teve apoio Associação de Divulgadores do Espiritismo no Japão (ADEJapão), de Isesaki (Gunma).

 
Foto: Antônio Carlos  Bordin/Alternativa
Guilherme Velho durante palestra em Gifu

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