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Em rede social, Torcida Jovem do Sport publica apoio a vários pré-candidatos no Grande Recife

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

Ronda JC

Apesar de extintas pela Justiça desde fevereiro, as torcidas organizadas continuam atuando, principalmente nas redes sociais. A Torcida Jovem do Sport, alvo de operações da Polícia Civil nesta terça-feira (15), por exemplo, mantém atualizações constantes em uma conta no Instagram. Nomes e fotos de políticos, pré-candidatos nas eleições de municípios da Região Metropolitana do Recife, também recebem apoio na página. 

Durante o cumprimento do mandado de prisão do presidente da Torcida Jovem, que não teve o nome divulgado oficialmente, a polícia apreendeu um caderno de contabilidade. Nele, havia anotações com nomes de políticos que teriam feito doações à organizada. Agora, a polícia apura se doações ilegais foram feitas por vereadores e deputados estaduais. 

Outro episódio também relaciona a Torcida Jovem próxima ao Poder Legislativo. A organizada participou de um evento na Assembleia Legislativa de Pernambuco em dezembro do ano passado. Na ocasião, foi celebrado o acesso do Sport à Série A. 

O delegado Joel Venâncio, gestor do Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), afirmou que as investigações vão apontar se houve doações ilegais e que, se comprovadas, os políticos podem ser responsabilizados pelo crime de associação criminosa. 

Procurada pela coluna Ronda JC, a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) explicou que se algum caso concreto de doação ilegal durante a campanha for descoberto, a Justiça Eleitoral deverá ser provocada e vai investigar. A campanha eleitoral começará no próximo dia 27. 

OPERAÇÕES 

Nas duas operações deflagradas, simultaneamente, nesta terça-feira, 10 pessoas foram presas e uma ainda está foragida. Os nomes não foram divulgados oficialmente pela polícia.

Na primeira operação, seis homens foram presos suspeitos de assaltar e espancar um torcedor do Náutico no bairro da Encruzilhada, em 19 de janeiro deste ano. A camisa da vítima também foi levada. “Eles usam essas camisas, não pelo valor econômico dela, mas como troféu. É como se desafiassem as torcidas adversárias”, explicou Joel Venâncio. Os presos têm entre 23 e 29 anos. Parte deles já com passagens pela polícia. Agora, estão sendo indiciados por associação criminosa e roubo.

A segunda operação, em que quatro pessoas foram presas, está relacionada ao ataque aos torcedores do Santa Cruz, em 03 de fevereiro deste ano. Na ocasião, um grupo comemorava o aniversário de 106 anos de fundação do time, na área central do Recife, quando foi alvo da organização criminosa. “Por meio de vídeos, conseguimos identificar algumas dessas pessoas”, disse o delegado. Os presos, com idades entre 19 e 34 anos, vão responder por associação criminosa, lesão corporal, provocação de tumulto e corrupção de menor (havia adolescentes participando dessas confusões).

Outros suspeitos de participação nos dois ataques que resultaram nas operações ainda não foram identificados pela polícia.

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