E o futuro? Esse nos devora paulatinamente.

Por Daniel Sena

Já  reparou como nosso cotidiano sofre transformações quase diárias?
As tecnologias tomaram de assalto nossas vidas, sem nos proporcionar qualquer condição  de reação; sendo-nos ofertadas apenas duas opções: aceitarmos as inovações  tecnológicas ou sermos classificados como alienados ou até, acredite, antissociais.

Como se tais avanços nos permitissem de fato, estarmos mais perto uns dos outros. Mas para pavor de alguns e satisfação de outros, as alterações não  se limitaram apenas as virtualidades. Tais avanços acabaram por promover uma verdadeira mutação de alguns princípios comportamentais básicos. Sabe aquela cena de um almoço  em família, seja no aconchego do lar ou num refinado ou simples espaço  gastronômico, popularmente conhecido como restaurante, onde cada um se isola, embora ladeado por seus entes, no seu mundo virtual, como se não  houvesse amanhã e nem houvesse mais ninguém  na face da terra?

Diante do exposto, fomos quase que obrigados a aceitar e esse casamento forçado, onde se quer as testemunhas ouviram de nós, mesmo que seja por um aplicativo de mensagem, um “sim”.

Sinceramente não sei se apenas o tempo será suficiente para nos fazer aceitar as novidades da modernidade, ou teremos que pedir socorro a uma verdadeira liga de super-heróis, onde não  somente nós, mas como todos ao nosso redor, sejam velhos ou novos; sábios  ou ignorantes; detentores desse ou daquele saber, clamarão por um emergente socorro, a fim de que não  sejam devorados por ferramentas que, certamente, no âmago de seus  criadores, não  havia o desejo de dissociar uma sociedade que, sem a mínima  sombra de dúvida  ou variação  dela, terá  algum sucesso caminhando isoladamente, mesmo que, num plano tido como superior, o universo virtual, estejam todos on line.

Compartilhe
%d blogueiros gostam disto: