Desmistificando a Educação à Distância

A modalidade EaD cresce a cada dia, porém isso não significa mudanças em relação as interpretações desta modalidade. O debate em torno deste tema ainda é bastante contraditório, gerando muita polêmica e preconceitos. A partir de diferentes visões constrói-se um senso comum sem embasamentos concretos.

Cria-se um debate falso que coloca de um lado, a boa educação presencial e, de outro, a má qualidade da educação a distância. Uma visão maniqueísta carregada de preconceitos. Sabe-se que, a educação presencial também tem vários problemas, que muitas vezes não são explicitados pois, o professor entra na sala, fecha a porta e de uma certa forma “esconde” alguns defeitos no processo ensino-aprendizagem.

De uma certa forma a EaD, por ter um formato diferente, mais aberto, deixa de uma maneira mais clara os erros existentes, gerando maior rejeição e preconceito. Sem falar no mito de que a EaD é uma modalidade mais fácil do que a presencial, com nível mais baixo de aprendizagem e que não existe a figura do professor. Na verdade, o professor deverá mudar sua maneira de ensinar, mas a figura do professor sempre existirá seja na modalidade presencial ou a distância.               

Também falta esclarecimento sobre o conceito da modalidade e suas especificidades. Na EaD os entendimentos de Tempo e Espaço são distintos do presencial. Entender as diferenças ajudam a compreender de outra forma a modalidade. Esta dificuldade de compreensão, pode gerar erros frequentes de alunos e professores, ao transporem seus entendimentos da modalidade presencial, para a EaD. São mitos existentes no imaginário popular que são criados prejudicando a imagem da EaD.      

Se por um lado existem mitos que se mantem, há dados estatísticos que permitem uma outra leitura sobre a educação à distância. O último senso do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) do ensino superior e o último senso da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) trazem alguns dados que são significativos quando comparamos as duas modalidades.                                                                          

No que diz respeito a formação de professores, dados do Ministério da Educação mostram que as formações docentes dos cursos presenciais são equivalentes, não havendo muita diferença entre o número de mestres e doutores das duas modalidades. A equiparação nas titulações dos professores mostra que as instituições têm buscado uma maior qualificação docente na modalidade à distância, não justificando assim a má qualidade na EaD.                                                                                                                           

Outro ponto importante que desmistifica o conceito de má qualidade na EaD está relacionado ao feedback dos alunos a partir das duas modalidades, sendo o retorno o retorno dado ao aluno pelo professor ou tutor é maior na modalidade EaD. Sem falar que na Modalidade à distância há mais discussão e estímulos, assim como a solução dos problemas na EaD é mais acentuada do que no presencial. Números também mostram maior produção de matérias multimídia que são ferramentas eficazes no processo de ensino-aprendizagem.                    

As informações apresentadas até agora mostram que a modalidade à distância possui uma maior diversidade de conteúdo, informação que não fica clara na modalidade presencial. Os dados apontados apenas propõem que qualquer afirmação de qualidade, ou da má qualidade da EaD, precisa ser refletida e problematizada.

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