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Como o Psicólogo pode ajudar no tratamento da obesidade?

Por : Marta Batista Psicóloga – Neuropsicóloga
Mestranda em Psicologia da Saúde

                    Para a OMS (Organização Mundial de Saúde), os dados revelam uma verdadeira epidemia global em relação a obesidade  causada principalmente por um consumo excessivo de gorduras saturadas e trans como parte de hábitos alimentares e de um estilo de vida com pouca atividade física. Além disso, sabemos que os fatores genéticos também influenciam no desenvolvimento do problema, mas infelizmente ou felizmente cada vez se consome muito fora de casa, a necessidade da conveniência aumentaram o interesse por comida rápida e calórica, encontrada em redes de fast food e nos supermercados, como consequência, a facilidade de se ter tudo pronto, só colocar microondas, crianças, adolescentes, jovem, adultos e idosos realizam menos atividades físicas e passaram a consumir cada vez mais alimentos industrializados que se tornaram parte da rotina de muitas famílias.   O Brasil também segue a tendência mundial de aumento de peso, segundo o Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira está com sobrepeso e obesidade.

Alguns fatores comportamentais influenciaram nesta mudança

        É importante avaliar não somente a gordura corporal, mas também sua localização. O excesso de gordura na região abdominal aumenta os riscos de doenças cardíacas.  Tanto para mulheres quanto para os homens. O tratamento da obesidade é bastante complexo e envolve a participação de uma equipe multidisciplinar. O papel da dieta é fundamental durante o tratamento e após, no período da manutenção. Modificar hábitos alimentares requer orientação especializada e bastante comprometimento por parte do paciente. 
          A dieta é individuais e de acordo com as condições clínicas encontradas. A combinação de alteração alimentar, associada à atividade física regular e a psicoterapia tem sido apontada como a medida mais eficaz no combate à doença.
          O objetivo da proposta alimentar é a perda gradual de peso. A mudança nos hábitos alimentares, além de garantir saúde, deve favorecer a manutenção dos resultados. Alguns alimentos possuem efeito termogênico e durante o processo de digestão aumentam a temperatura orgânica, acelerando o metabolismo e majorando a queima de gordura. Quando associados a uma dieta balanceada, atividade física regular, associado acompanhamento e sessões de psicoterapia  são colaboradores em uma considerável redução de peso.

Como o Psicólogo pode ajudar no tratamento da obesidade?
          Dependendo da pessoa, uma determinada emoção, como tristeza ou alegria, pode aumentar ou diminuir o apetite. O efeito é individual e depende de cada um. Há pessoas que, quando estão ansiosas, tendem a comer mais, e há outras em que o estômago “fecha” ou seja, não consegue ingerir nada.

         Estes são efeitos diretos da ativação emocional e suas manifestações físicas. Por exemplo, o estresse no trabalho faz com que a pessoa ingira uma quantidade menor ou maior de alimento. 

          O problema é que esses “poucos alimentos” são processados ​​e com alto valor calórico. Um estado de humor positivo e relaxado nos encoraja a comer mais devagar e em maior quantidade.

         Por outro lado, existe uma grande quantidade de pessoas com sobrepeso e obesidade que utilizam a alimentação como estratégia de regulação emocional.  Nesses casos, diante da frustração, do tédio ou da ansiedade, a pessoa come e nesse momento se sente melhor, mais aliviada. E assim se cria um forte condicionamento entre comer e diminuir o desconforto.

        A terapia psicológica no tratamento da obesidade e do excesso de peso é fundamental para o sucesso de qualquer dieta, intervenção cirúrgica, e para que os seus resultados sejam mantidos ao longo do tempo. Uma vez que o psicólogo avalia em profundidade o comportamento alimentar, o seu contexto e os fatores que o influenciam. Neste caso a intervenção psicológica é importante, quando atacamos somente o excesso de peso, a pessoa perde quilos e isso é muito motivador, dá ao indivíduo muita força pessoal e melhora a autoestima, mas a raiz do problema continua lá: o papel emocional da comida e os maus hábitos alimentares, se você não reeducar os seus hábitos alimentares e não aprender a lidar com o estresse e as emoções, voltará para os hábitos antigos com o passar do tempo, ou seja, sua relação com a comida não mudou você só fez perder peso.

         Neste sentido quando você perde peso e não muda o seu sistema de vida, o relacionamento que tem com os alimentos e o seu comportamento alimentar, provavelmente ganhará muito peso em pouco tempo, devemos tentar  compreender a obesidade como algo mais do que excesso de peso, abre as portas para melhorar a qualidade de vida daqueles que têm este problema de saúde. Algumas pessoas com este problema precisam ser motivadas a realizar uma psicoterapia específica para a obesidade, suavizando o estigma que pode estar associado à consulta de um psicólogo.

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