Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados…

Lamentavelmente o Governo Bolsonaro tem o poder de criar fatos negativos em curto espaço de tempo. Em uma semana consegue-se acumular comentários que no mínimo podemos considerar como infelizes.

O problema da fome é algo inquestionável como mácula existente no mundo inteiro. No Brasil não seria diferente. Por possuirmos problemas sociais gravíssimos, temos sim pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza e muitas passam fome.

Com a criação do programa fome zero, o Governo Lula conseguiu, através de uma série de programas de distribuição de renda, tirar o Brasil do mapa da fome. Alguns erros estruturantes foram cometidos, como por exemplo possibilidade de portas de saída para independência financeira, mas não há dúvida que o programa deu prestígio internacional ao Brasil no combate à fome, tendo o presidente ganho vários prêmios pelo sucesso do Fome Zero.

Um chefe de estado precisa ter uma leitura macro dos grandes problemas sociais que afetam o Brasil, e mesmo com visões liberais, reconhecer que é preciso olhar por esse grupo de brasileiros que se encontram desprovidos do mínimo de nutrientes para a sua alimentação diária. Lamentavelmente, nosso presidente da república tem uma visão obtusa e insensível sobre essa problemática. Não é preciso passar fome como o ex-presidente Lula para ter como prioridade essa grande mancha que o país carrega, mas estar sensível aos problemas sociais desse país. Parece que Bolsonaro vive em uma bolha onde apenas grupos conservadores como evangélicos, grandes empresários e militares são os “bons”, sendo toda a grande massa desse país, inclusive nordestinos, os “maus”, criando uma polarização e demonização de movimentos sociais, professores universitários e artistas, leia-se a ameaça de extinção da Agência de Cinema Nacional – ANCINE, desejando colocar “filtros” nos filmes nacionais.

O problema da fome existe, é uma chaga social, cabe a todos, terceiro setor, governo e sociedade, primeiro reconhecer a sua existência e desenvolver ações conjuntas para que possamos ter um país com melhor qualidade de vida.

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