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A década mortal nas rodovias federais

Levantamento realizado pelo SOS Estradas, utilizando
os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), apurou que entre 2010 e
2019, nada menos que 72.721 pessoas morreram na pista e 935.679 ficaram
feridas, em função de acidentes apenas em rodovias federais. Foram
1.008.400 (um milhão, oito mil e quatrocentas) pessoas entre mortos e
feridos. Média de 276 vítimas por dia, sendo 20 mortas no local e 256
feridas. É praticamente uma vítima de acidente morta ou ferida a cada 5
minutos. 

O ano com maior número de vítimas fatais foi 2011, quando 8.675
pessoas perderam a vida no local do acidente e 106.831 ficaram feridas. A
partir de 2012, o número de vítimas nas rodovias federais caiu a cada
ano. Somente em 2019 que a curva mudou e os mortos e feridos
aumentaram. 

A política de desligamento de radares fixos, a partir de abril,  e os
mais de 4 meses sem que a PRF pudesse multar nenhum condutor por
excesso de velocidade (16 de agosto até 23 de dezembro), contribuíram
para o aumento dos mortos e feridos. Conforme é possível ver na tabela
anexa das projeções nos diferentes cenários. 

Considerando a média de mortos e feridos do primeiro trimestre de
2019, portanto 398 mortos e 6.202 feridos, e mantida esta tendência nos 9
meses posteriores, o Brasil teria registrado 4.776 mortos ao longo dos
12 meses de 2019, ao invés dos 5.332 e seriam 74.424 feridos e não
79.051. Portanto, 5.183 vítimas a menos do que efetivamente foram
identificadas pela PRF. 

As medidas tomadas pelo governo foram baseadas apenas na ordem do presidente da República, sem nenhum estudo que fundamentasse sua decisão. Portanto, as consequências são de sua inteira responsabilidade.

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